16.5.06

Timor-Leste: Aprovado prolongamento da missão da ONU por um mês

Nações Unidas, Nova Iorque, 12 Mai (Lusa) - O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou hoje o prolongamento por mais um mês da actual missão em Timor-Leste (UNOTIL), cujo mandato terminava no próximo dia 19, para avaliar como pode ser reforçada a estabilidade no país.
Numa resolução aprovada por unanimidade, os 15 membros do Conselho de Segurança manifestam a sua preocupação com os incidentes de 28 e 29 de Abril, em que morreram cinco pessoas e dezenas ficaram feridas.
Os confrontos ocorreram depois de quase 600 soldados terem protestado pelo seu afastamento do exército por exigirem o fim das alegadas discriminações da hierarquia. A resolução pede ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que apresente, até 06 de Junho, um novo relatório sobre a situação no país e sobre qual deve ser o papel das nações Unidas.
O texto apela ainda ao governo de Timor-Leste para que resolva, com a assistência da UNOTIL, as causas da actual crise, de forma a evitar a sua repetição.
A resolução hoje aprovada foi proposta pelos Estados Unidos como alternativa a uma recomendação do secretário-geral, Kofi Annan, de substituir a UNOTIL por uma nova representação, com um mandato de 12 meses, que incluísse uma unidade de apoio eleitoral e observadores policiais e militares.
A proposta de Annan tinha o apoio dos restantes quatro membros permanentes do Conselho de Segurança, mas os Estados Unidos alegaram que a aprovação de uma nova missão não seria "oportuna" à luz da situação de instabilidade em Timor-Leste decorrente de confrontos violentos no final de Abril entre militares contestatários, civis e forças de segurança.
"Este prolongamento por um mês dará tempo suficiente para a situação se acalmar em Timor-Leste e permitirá aos membros do Conselho de Segurança ter uma ideia melhor do que será necessário para uma nova missão e discutir os melhores meios para a formar", explicou, antes da reunião de hoje, o conselheiro político da missão dos Estados Unidos na ONU, William Brencick.
Os restantes membros do Conselho de Segurança acabaram por concordar com a proposta norte-americana, viabilizando a sua aprovação.
MDR/JP. Lusa/fim