4.6.06

Timor-Leste: textos importantes

O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) anunciou hoje que enviará uma missão com pessoal e material de emergência ao Timor Leste, para socorrer milhares de deslocados após a onda de violência nesse país, que conseguiu sua independência há apenas quatro anos.
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Os graves distúrbios que provocaram nos últimos dez dias o deslocamento de dezenas de milhares pessoas em Dili, a capital timorense, têm relação com a decisão do primeiro-ministro timorense, Mari Alkatiri, de afastar 600 soldados dos 1.400 que tinha o Exército. Assim, os confrontos protagonizados na semana passada pelos soldados afastados e pelas forças governamentais geraram a violência andarilha que mergulhou Dili no caos. "Agora que vemos os difíceis momentos pelo qual passam os timorenses, com problemas de insegurança e deslocamento forçado, é importante que a comunidade internacional venha em sua ajuda", disse o responsável do Acnur, António Guterres. Em comunicado distribuído em Genebra, onde fica a sede central do Acnur, Guterres explicou que o presidente do Timor Leste, Xanana Gusmão, e o representante especial da ONU para esse país pediram a ajuda do órgão da ONU "para aliviar o sofrimento dos deslocados". De forma imediata, essa agência humanitária enviará material de abrigo e outros artigos básicos para atender 30.000 deslocados, cujo número - segundo a informação recebida do país asiático - já subiu para 65.000, dos quais 35.000 fugiram para o interior do país. Guterres disse que o Acnur utilizará recursos de sua reserva para financiar a operação aérea, e assim permitir o transporte e a compra dessa ajuda, além do deslocamento de sua equipe de emergência, que no total custará US$ 3,7 milhões. No entanto, advertiu que "esses recursos precisam ser cobertos rapidamente, e serão necessários mais recursos, dependendo da evolução da situação". Além disso, disse que as autoridades timorenses estão avaliando os lugares onde serão construídos os acampamentos de deslocados, para onde irão as pessoas que agora estão aglomeradas no aeroporto e no porto da cidade, em escolas e em centros religiosos.
in Último Segundo (via Crocodilo Voador)