4.6.06

Timor-Leste: textos importantes

31/05/2006 - 12h13
Brasil, Portugal e FMI pedem diálogo no Timor Leste
Díli, 31 Mai (Lusa) - Brasil, Portugal e outros 12 países e instituições financeiras que dão ajuda ao Timor Leste lançaram hoje um apelo aos grupos em conflito para que ponham fim à violência no país, que já matou cerca de 20 pessoas e deixou 70 mil desabrigados.Em comunicado, a Comunidade Internacional de Doadores afirma que o Timor Leste precisa proteger as conquistas que obteve desde o início do processo de independência da Indonésia, há sete anos. "A nação mais nova do mundo se recuperou da devastação causada pela crise de 1999 com grandes passos, ao construir sua economia e criar um serviço público a partir do zero", diz o comunicado."Estes ganhos, que foram obtidos graças a esforços significativos do povo timorense, não podem ser destruídos pela violência e o conflito", diz a Comunidade, que afirma esperar que as forças internacionais no país ajudem restaurar a segurança na capital Díli."Todos os envolvidos devem aproveitar a oportunidade de diálogo entre si e com a população para encontrarem uma solução pacífica", diz o documento, que destaca a chegada, esta semana, do enviado especial das Nações Unidas ao país, Ian Martin.Além de Brasil e Portugal, assinam o comunicado Austrália, Estados Unidos, Finlândia, Irlanda, Japão, Noruega, Nova Zelândia, Suécia e Reino Unido, e ainda Comissão Européia, Banco Asiático de Desenvolvimento, Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial.Antiga colônia portuguesa, o Timor Leste foi ocupado pela vizinha Indonésia em 1975. Em 1999, a população a independência em um referendo, mas milícias pró-Indonésia realizaram um massacre no país. A ONU então enviou uma missão, a UNOTIL, e em 2002 o país completou o processo de independência.A capital timorense vive uma crise desde o final de abril, depois de protestos violentos de cerca de 600 soldados exonerados das F-FDTL (Falintil-Forças de Defesa do Timor Leste). A crise se agravou com a deserção de efetivos das F-FDTL e da Polícia Nacional e após confrontos, aparentemente de natureza étnica, que também envolveram grupos de civis armados. As autoridades pediram ajuda militar à Austrália, Nova Zelândia, Malásia e Portugal para combater a violência, que já matou cerca de 20 pessoas