4.6.06

Timor: poesia

As janelas de Timor
Diz-me estimado e atento amigo
se não é tudo tão obvio e evidente
pega-se nas armas e cá vai disto
os argumentos escasseam e nem se explica
mas catanas impressionam-nos
lembram-nos
há pessoas em perigo
assustadas as crianças os olhares
os olhosas mãos e o colo
um português inocentemente falado
não são as bananas ou abóboras
não
não é o café
não é o preparado picante
nem o sangue a correr por isso
é sempre a mesma merda
abre-se a janela de Timor
e lá vem o aroma inebriante
cheira a petróleo que tresanda

João Gil in Joao Gil (Desabafo)

1 Comments:

Blogger eduardo borges said...

Estimado poeta,

Adorei sua poesia. Trocamos informações? gostaria de ler mais o trabalho desenvolvido no Timor, país irmão.

eduardo borges
Brasil

www.biografiadoluto.blogspot.com

10:35 da tarde  

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